Trem dos Mares

         Participei hoje, dia 31/03/2012, às 09 horas do evento realizado pela Prefeitura Municipal de Mangaratiba denominado Trem dos Mares, no Salão de Eventos do Sahy.
              O local revive toda a história de Mangaratiba e da época escravagista.
            Na realidade o que houve foi uma apresentação cultural muito bem apresentada pela Fundação Mario Peixoto que através da Professora Míriam pode mostrar nossa cultura desde o Jongo dos Quilombolas da amiga Vânia, até a Capoeira do Mestre Mestiço,  finalizado pelo Coral do Pai Nelson de Conceição de Jacareí, ao som da música Mangaratiba do saudoso cantando Luiz Gonzaga, alternado pelo Grupo Mangarapira.
            Quanto ao Projeto do Trem dos Mares da Costa Verde, foram apresentados slides de paisagens marítimas e algumas falas que trouxeram a esperança de no futuro termos o trem de volta.
                 No momento, só a esperança.
                 Para a realização do Projeto é necessária a intervenção e o consentimento da MRS, concessionária da linha férrea, o engajamento de empresários, a construção de trens especiais de turismo, a construção de estações para as paradas do trem, o planejamento, a viabilidade e exequibilidade do projeto.
                  Foi um bom momento cultural de nosso Município em que destacou-se o trabalho da Fundação Mario Peixo presidida pelo Dr. Emil de Castro. 
                 É bom lembrar que no território quilombola da ilha da Marambaia, território de nossa Mangaratiba, encontramos um verdadeiro estado de sítio. A administração militar da ilha instaurou, a partir de 1971, um regime de proibições que decorrem da sobreposição de algumas figuras legais, cuja aplicação local é ambígua e até mesmo distorcida: área de interesse militar – freqüentemente confundida com Área de Segurança Nacional; Área de Preservação Ambiental (APA), pensada como área de uso exclusivo para pesquisa científica (reserva); e área de patrimônio da União, tomada como Patrimônio Histórico Nacional. Lançando mão da sobreposição e confusão dessas categorias, os administradores da ilha criam um verdadeiro território de exceção, que busca dar aparência legal e justificação legítima à estrutura de precariedades criadas em torno da posse territorial que quase 300 famílias quilombolas mantêm na ilha há três gerações.

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