Nanda Rovere entrevista José Joaquim Madeira sobre teatro (Mangaratiba,RJ)

Entrevista: José Joaquim Madeira

Por Nanda Rovere
José Joaquim Madeira, presidente da ONG Vida Longa e Saudável e proprietário da pousada Imperial, é oficial da Marinha, secretário de Governo e está em Mangaratiba há algumas décadas.

Natural de Duque de Caxias, morou em Guaratinguetá, Brasília e Rio de Janeiro. Foi a Mangaratiba a passeio, mas acabou se envolvendo com o seu cotidiano e começou a ajudar a população, fixando residência na cidade.

É o idealizador do Carnamar, desfiles de embarcações que tocam música e saem de Itacuruçá, proporcionando diversão aos moradores e turistas durante o carnaval. No evento, são tocadas músicas de carnaval, axé e pop. A procissão de embarcações faz o caminho entre Itacuruçá e Ilha Grande O barco mais animado e mais enfeitado é premiado pela municipalidade.

Mostra Rio - SP de Teatro de Rua – O que o Senhor pode falar sobre Mangaratiba?
José Joaquim Madeira - A cidade é balneária, tem 32mil habitantes, está dividida em distritos e separada pela Serra do Piloto. Temos mar, serras e cachoeiras. Aqui encontramos uma tranqüilidade e uma hospitalidade muito boa. O município, que é muito belo e próximo ao Rio de Janeiro, é voltado ao turismo. Temos grandes condomínios que geram empregos e nosso objetivo é que as pessoas venham para cá e tenham lazer e entretenimento.

MRS - Mangaratiba também possui riquezas históricas. O que pode nos falar sobre isso?
Madeira - Mangaratiba era rota dos escravos e sedia o primeiro teatro e a primeira estrada de rodagem do Brasil. Temos um acervo enorme, como o junco da Marambaia e os quilombolas; são riquezas culturais que vêem da época do Império. Aqui, nós tivemos um desenvolvimento na época do café, éramos responsáveis pelo seu escoamento. Com a chegada da Central do Brasil, no entanto, o escoamento passou a ocorrer através da estrada de ferro e a cidade perdeu o seu poder. Ela só voltou a ser conhecida e a se desenvolver com a construção da Rio - Santos. De lá pra cá existe um trabalho por parte dos governantes para que a cidade se desenvolva, sem perder a tranqüilidade.

MRS - O Sr. havia dito que pretende contribuir para o desenvolvimento cultural da cidade...
Madeira - Estamos realizando ações para que tenhamos uma identidade própria e para isso é necessário que se invista. O meu esforço em contribuir para que a Mostra fosse realidade, foi justamente para mostrar que o empresário e a iniciativa privada podem realizar projetos interessantes na área cultural. A praça cheia demonstrou que todos estão carentes de cultura e ávidos para que haja mais apresentações teatrais em Mangaratiba.

MRS - E o teatro, ele é utilizado para eventos?
Madeira - O teatro é uma ruína que está conservada, mas não tem aplicação imediata. Pretendemos reviver e humanizar o espaço, colocando lá atividades de artesanato e realizando peças. É um desafio que passo para os artistas da Mostra: Montarmos uma peça e apresentarmos naquele espaço.

MRS - Como avalia a vida cultural da cidade?
Madeira - O Ailton (Amaral) está desenvolvendo no colégio João Paulo II um curso de teatro, mas ainda não encontrou respaldo dos cidadãos. Está começando a aparecer ....... Para continuar a ler clique : http://coisasdeteatro.blogspot.com/2011/01/nanda-rovere-entrevista-jose-joaquim.html

Seguidores e amigos