A ACESSIBILIDADE É PARA TODOS

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Quando recebi E-mail da FIRJAN convidando-me para participar do 1º Seminário de Calçadas Acessíveis na Baixada Fluminense não hesitei em inscrever-me no Seminário e convidar para participar pessoas ligadas e interessadas no assunto.

Logo de inicio a Palestra do Ministério das Cidades nos deu a certeza da importância do assunto e que este tema é de relevância para todos os cidadãos e não apenas para as pessoas portadoras de necessidades especiais.

Ficou claro que recursos o Ministério tem para ser aplicado nas cidades de todo o País. São necessários projetos consistentes dando soluções aos diversos problemas de acessibilidade existentes, principalmente nas grandes cidades.

Aqui em Mangaratiba o Governo Aarão procurou adequar os prédios públicos e muitas calçadas a Legislação hoje existente. É só chegar à Prefeitura e ver as rampas construídas e nas ruas os acessos feitos pela Secretaria de Obras.

Esta adequação se deu por força da legislação que trata da acessibilidade do Especial.

Com este Seminário tivemos a oportunidade de conhecer como o mundo e grandes cidades tratam a acessibilidade, de forma ampla, para todos os cidadãos.

É importante nos conscientizarmos de que uma só pessoa impedida de exercer sua função social demonstra que falta acessibilidade.

Temos que entender que existem pessoas portadoras de necessidades especiais permanentes e temporárias, tais como anões, deficientes físicos e visuais, Gestantes, acidentados, pessoas transportando sacolas, idosos, crianças e muitas outras, atingindo todos nós que necessitamos de um piso nivelado com os acessos aos ônibus, com os edifícios, sem grelhas, sem buracos e com sinalização, seja ela sonora, visual ou pelo tato.

Qualquer um de nós, quando está carregando uma sacola, empurrando um carrinho de feira ou de bebê necessita de uma acessibilidade ampla.

Na construção de uma rede viária de circulação a pé, as rampas devem ser construídas, pois tudo que tem roda necessita dela para ter acessibilidade.

Temos que ter a consciência de que carros e barracas na calçada impedem o livre acesso de qualquer cidadão, seja deficiente, gestante ou idoso.

A própria arquitetura das cidades está sendo modificada para que ambientes mais acessíveis sejam incorporados ao patrimônio público. Ruas de paralelepípedo e de pedras portuguesas estão sendo trocadas por piso liso, sem ressaltos ou buracos, pois todos têm direito a locomoção.

Temos, também, que incentivar a utilização da bicicleta como meio de transportes, principalmente em cidades de ruas planas, pois aprendi, quando Secretário de Transportes de Mangaratiba, em estudo que fiz, que a bicicleta é o melhor meio de transportes que existe, pois para onde o usuário quer, não gasta combustível, é barata a sua aquisição e manutenção, entre outros benefícios.

Fiquei honrado em participar deste encontro que me preparou para que eu possa influir na melhora da acessibilidade e planejar o futuro, buscando vias livres e estimular a circulação a pé nas áreas urbanas das cidades, trazendo tranqüilidade, conforto, bem estar e condicionamento físico a todos, para uma vida longa e saudável.

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