Duplicação da Rodovia Rio Santos - BR 101

O verão chegou e se foi e com ele a população flutuante de Mangaratiba, o movimento intenso de carros e pessoas circulando pelas ruas em busca de diversão e descanso.
Longe o tempo em que as pessoas em Mangaratiba se conheciam e sabiam sua origem e onde moravam.
Os tempos são de modernidade, de dificuldades, de competitividade, de desconhecimento e conflitos.
Nossa Região, a cada ano, cresce em ritmo acelerado que nos assusta e preocupa.
Devemos dar atenção a este crescimento, que mexem muito com o nosso dia a dia, feitos sem a participação das autoridades Municipais.
A duplicação da Rio Santos era uma reinvindicação antiga de muitos, mas não se imaginava o transtorno que ela traria para os que aqui vivem, principalmente quando obras como esta são feitas sem que haja a preocupação com as conseqüências futuras. A demora de sua construção, que já chega a mais de três anos, trouxe transtornos e prejuízos incalculáveis para o comércio de seu entorno e para a população. Hoje já existe a desculpa de se chegar atrasado a algum compromisso ou ao trabalho por causa da estrada, da duplicação. É claro que o sofrimento é real e poderia ser minimizado. E a travessia dos pedestres? As passarelas, quando serão construídas? As pessoas serão acostumadas a utilizá-la? E os gargalos que surgirão na estrada do túnel de Muriqui sentido Rio Angra?
E a chegada de novos visitantes que elevam a população de Mangaratiba de 30 mil para perto de 200 mil habitantes no verão, aumentando em muito as despesas destinadas aos munícipes, tais como saúde, atendimento emergencial, fornecimento de remédios, recolhimento de lixo, entre outras.
Com a obra é federal, certo seria que em seu planejamento fossem previstos os impactos que ela traria, minimizando os sofrimentos de nossa população.
Assim, poderia ter sido planejado o recebimento de recursos para ajudar os Municípios nas despesas com o recolhimento de lixo, com o atendimento médico, no fornecimento de remédios, com moradias, transportes, entre outras.
Esta é uma reflexão que devemos fazer, considerando que muitos outros projetos estão em andamento na Região e não sabemos quais os impactos que eles vão submeter a nossa população, trazendo aos Municípios despesas originadas pelo progresso que na realidade não trazem desenvolvimento, mas muitas das vezes empobrecimento da municipalidade.
Vamos acompanhar com atenção a construção do arco rodoviário, da chegada do pré sal, das empresas siderúrgicas, da base de submarinos, etc.
Mangaratiba deve ficar alerta quanto a possibilidade de se ter um aparente progresso sem desenvolvimento.

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